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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pastor Silas Malafaia é um dos 100 brasileiros mais influentes de 2011

Padre Marcelo Rossi é o outro religioso que integra a seleção da Revista Época
Difícil imaginar o pastor Silas Malafaia e o deputado Jean Wyllys juntos em qualquer tipo de situação onde não esteja em pauta a questão homossexual no Brasil. Cada um com sua posição, ao longo do ano foram se tornando símbolos dos dois lados dessa disputa que parece ficar cada vez mais acirrada.
A Revista Época, das organizações Globo, que chega às bancas esta semana colocou ambos na lista dos 100 Brasileiros mais influentes de 2011. Toda vez que se tenta fazer algo do tipo haverá questionamentos, aplausos, reclamações e uma certa dose de polêmica. Há anos que esse tipo de votação é feita por outras revistas ao redor do mundo.
Possivelmente as listas mais famosas são a da Revista Times, que sempre elege uma pessoa como a personalidade do ano, e a da Forbes, que elenca as maiores fortunas do mundo.
A revista Época elaborou a lista abaixo, separando as pessoas em diferentes categorias: líderes, heróis, construtores e artistas.
Algumas dessas pessoas já participarem da lista elaborada pela revista em outros anos. A maioria aparece pela primeira vez. Há pessoas bastante conhecidas como o apresentador Jô Soares e ilustres desconhecidos do grande público como o músico gaúcho Yamandu Costa.
Embora os critérios para a seleção não sejam claros, fica evidente que o Brasil carece de heróis. Alguns esportistas dividem o título com artistas de TV, algo que já é tradição no país. O que chama atenção é a presença de Rene Silva, um dos membros mais jovem da lista. Aos 18 anos, o menino usou o Twitter para, juntamente com outros amigos, narrar a ocupação do Morro do Alemão no Rio de Janeiro.  A sua “Voz da Comunidade”, que dá nome ao perfil no microblog e ao programa que mantem na rádio comunitária, aponta para um futuro alternativo aos moradores de comunidades carentes do país.
Certamente haverá quem questione alguns (ou muitos) desses nomes. Mas o que fica claro é que os líderes religiosos tem seu espaço sendo reconhecido. Além do pastor Malafaia, o padre Marcelo Rossi integra o rol dos mais influentes do ano.
A influência do pastor Malafaia é comentada pelo também pastor Ronaldo Didini, que já trabalhou com a IURD e hoje presta assessoria à IMPD.
No pequeno texto que escreveu sobre o pastor Malafaia, Didini o campara ao rei Davi e não poupa elogios. As linhas finais dizem : “É assim que o pastor Malafaia tem sido ao longo de todo o seu ministério: convicto, coerente, direto e sincero. Incansável na luta para tirar as ovelhas da boca de seus predadores!”
O texto que apresenta Jean Wyllys, por sua vez, é assinado por Marta Suplicy, autora original do projeto de lei e conhecida defensora da causa gay. Ela escreve “Jean vem conquistando um espaço cada vez maior numa luta que está acima de questões partidárias ou religiosas e que não é nada mais que o combate à discriminação e o preconceito”.
Enquanto a polêmica sobre a votação da PL 122 parece não ter um fim logo, fica evidente pelo teor das matérias que o Brasil todo está olhando atentamente para os dois lados da questão.
Pode-se apenas lamentar que num país onde aproximadamente 30% dos cidadãos dizem professar a fé evangélica, haja tão pouca expressão da igreja.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Associação de defesa dos gays tenta proibir programas evangélicos na TV

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) solicitou ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que tome providências
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) solicitou ao ministro das comunicações, Paulo Bernardo, que tome providências em relação à utilização de concessões públicas de televisão para incitar a violência contra a população LGBT.
O argumento da ABGLT é que ofensas aos homossexuais em emissoras de TV são frequentes, em especial nos programas religiosos transmitidos em rede aberta.
A solicitação ao Ministério das Comunicações na última semana usa como argumento principal as declarações do pastor evangélico Silas Malafaia no programa “Vitória em Cristo”, veiculado pela Bandeirantes e pela RedeTV.
Toni Reis, presidente da ABGLT, justifica o pedido: “O Malafaia vinha nos ofendendo em várias situações nos seus programas. Só que agora ele incentiva à violência, diz para abaixar o porrete na gente. Por isso pedimos providências ao Ministério das Comunicações e ao Ministério Público também”.
A ABGLT está reivindicando punições às emissoras que levem ao ar declarações ofensivas aos direitos homossexuais, desejando que se iniba tal prática nos meios de comunicação. Reis explica que a iniciativa veios depois de participação de sua entidade na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). “Agora sabemos que os meios de comunicação são concessões públicas, por isso não podem utilizar este espaço público para ofender as pessoas”, explica o presidente Reis.
Mas em relação a outros programas, ele afirma que a associação consegue resolver de maneira amigável: “Temos uma coleção de situações que se resolveram com o diálogo. Teve ocasiões, por exemplo, em que o Datena, apresentador da Bandeirantes, foi infeliz em suas declarações a respeito de homossexuais, o Faustão também, e só com o diálogo que fizemos essas pessoas perceberam que estavam incorrendo numa situação de discriminação e passaram a respeitar mais a gente”.
Porém, Toni Reis diz que nunca houve disposição do pastor Silas Malafaia para o diálogo. Por isso a ABGLT decidiu buscar as próprias emissoras e pedir providências ao Ministério das Comunicações.
“Nós entramos também com uma ação no Ministério Público Federal e vamos utilizar todos os meios legais a que tivermos acesso. A nossa ideia é de não judicializar tudo, é de primar sempre pelo diálogo, mas a partir do momento em que isso se fizer necessário, vamos fazer, sem sombra de dúvida”, conclui Toni.
Até agora, nem o pastor Silas Malafaia nem o Ministério das Comunicações se pronunciaram sobre o assunto.

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